Grife Cinematográfica: Robert Altman

Você já assistiu à M*A*S*H* ou à The Player (O Jogador)? Se ainda não, bastam esses dois filmes para entender porque Robert Altman foi um dos melhores diretores de cinema e perceber sua maneira única de filmar. Alguns o consideram "naturalista" (seja lá o que se queira dizer com isso) e cínico. Nós o consideramos um gênio... E para gênios, não é preciso mais adjetivos...
Nascido em 20 de fevereiro de 1925, na cidade de Kansas City, nos Estados Unidos, Altman começou a explorar o mundo das artes e da música desde pequeno, ainda nos tempos de colégio. Mas suas experiências com som foram abandonadas quando ingressou na Força Aérea Americana durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945, e se tornou um co-piloto de B-24.
Ao voltar da guerra, seu primeiro emprego foi na Calvin Co., onde fez diversos documentários e filmes institucionais de treinamento e propaganda. Essa atividade despertou seu interesse para a filmagem. Ao sair da empresa, em 1955, Altman dirigiu o filme independente Os Delinqüentes (1957) e o documentário The James Dean Story.
Mesmo com muitas produções nos anos 60, principalmente na televisão, o grande sucesso de Altman veio apenas na década seguinte. M*A*S*H* (1970) foi aclamado pela crítica americana e contava a história de uma equipe médica durante a Guerra da Coréia. Ousado, o diretor resolveu usar como música tema para o filme uma composição de seu filho de 14 anos, Suicide is Painless. Com o filme, Altman ganhou a Palma de Ouro em Cannes e conquistou sua primeira indicação ao Oscar.
Robert Altman morreu aos 81 anos nesta segunda-feira (20.11.2006), em um hospital de Los Angeles. A informação foi divulgada por sua produtora, a Sandcastle 5 Productions.
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